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domingo, 28 de abril de 2013

1945: A execução de Mussolini


  
Ao final de uma noite em que morreram de 150 a 200 guerrilheiros numa ação do comitê nacional de libertação, Benito Mussolini, 61 anos, foi preso ao ser identificado numa barreira dos guerrilheiros antifacistas, numa tentaiva de fuga para Suíça com a amante e sumariamente executado por guerrilheiros italianos no norte do país. A essa altura, a Itália se achava quase completamente ocupada pelos aliados, e poucos dias depois terminaria a Segunda Guerra Mundial. 

Uma multidão amarrou com arames os cadáveres de Mussolini e da sua amante Clara Petacci pelos joelhos, pendurando-os numa viga num posto de gasolina.

A população tomada de fúria indescritível, pisoteou repetidamente a face do ex-Duce, até que se tornou impossível reconhecer à primeira vista as feições características do antigo ditador, que governou o pais durante duas décadas. Todos os dentes foram arrancados em conseqüência de pontapés. A saia de Clara Petacci foi arrancada e a multidão cuspiu sobre ambos os cadáveres. Junto aos corpos haviam sido colocados os de outros quatro fascistas.

Os cadáveres foram removidos por um caminhão para o necrotério público, onde foram colocados em local onde pudessem ser vistos por toda a gente. Já então, a cabeça de Mussolini se havia convertido numa massa amorfa, irreconhecível. Em contraste com o horrível aspectos do seu amante, Clara Petacci permanecia formosa mesmo na morte. Embora com a dentadura desfalcada e ensangüentada, e o cabelo a revolta, continuava bonita. Seu corpo, que a multidão desnudara parcialmente, foi coberto com uma calça velha de homem.

Ricardo Lombardi, novo prefeito da Província de Milão, disse que o fuzilamento de Mussolini foi perfeitamente legal, posto que o Comitê Nacional de Libertação havia proclamado que todos os fascistas armados se encontravam fora da lei.

Dulce foi vingado à Italiana
Benito Amilcare Andrea Mussolini nasceu em Dovia di Predappio, na província de Forli, em 29 de julho de 1883, filho de um ferreiro. Começou a trabalhar como professor, mas logo seu interesse se voltou para a revolução. Seu prestígio aumentava e em 1911, Mussolini já era um dos principais dirigentes da Itália fascista. Governou a Itália com poderes ditatoriais entre 1922 e 1943, autodeterminando-se Duce, que significa em italiano "o condutor".

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

No Dia da África, autor paraense fala sobre a situação no continente


A descolonização africana aconteceu, sobretudo, entre 1957 e 1975, em meio a Guerra Fria, quando as antigas potências coloniais, como a Grã-Bretanha e a França, estavam perdendo influência e as novas superpotências, os Estados Unidos e a União Soviética, estavam dividindo o mundo conforme seus interesses estratégicos e econômicos, inclusive a África.

Somente no ano de 1960, dezessete países se tornaram independentes. A descolonização foi fundamental para dar forma ao continente africano como o mundo conhece hoje. No entanto, a África continua sendo um continente que enfrenta problemas muito graves, como a fome, a miséria, as guerras e a AIDS. O Dia da África é comemorado hoje, 25 de maio, mas, segundo o professor, doutor em História Social e Teologia Dogmática, Karl Heinz Arenz, é necessário mostrar a complexidade ao invés de discursos bonitos que não condizem com a realidade.

'Para ficar somente com os últimos doze meses: o Sudão do Sul conseguiu sua independência, mas a guerra com o Sudão continua. Na Nigéria, as tensões entre cristãos e muçulmanos aumentaram, sendo que várias igrejas foram atacadas. Na Somália – um país que não tem governo – os ataques de piratas aos grandes navios cargueiros continuam. Em Guiné-Bissau e no Mali houve golpes de estado liderados por militares. Além disso, no Mali, toda a região norte do país, habitado em grande parte por tuaregues, se declarou independente com o nome de Azauad. Este pequeno resumo de eventos recentes mostra o quanto a África vive situações difíceis', afirma o professor.

Por outro lado, Karl Arenz ressalta que ainda há sinais de esperança. 'A Primavera Árabe, os levantes populares em muitos países de cultura árabe, começaram no norte da África e foi lá que tiveram mais sucesso. Afinal, a Tunísia, a Líbia e o Egito se livraram de seus regimes autoritários. Charles Taylor, um dos responsáveis pelas guerras civis em Serra Leoa e Libéria, também foi condenado pelo Tribunal Internacional em Haia, servindo de sinal que nem todos os crimes passam impunes. Neste sentido, é importante mencionar também que duas mulheres africanas foram contempladas com o Prêmio Nobel da Paz: Ellen Johnson Sirleaf, Presidente da Libéria, e Leymah Gbowee, militante pela paz e a reconciliação no mesmo país. Resumindo, eu diria que há sinais de esperança em meio a situações graves', disse, completando que cada vez mais o Brasil tem razões para celebrar o Dia da África, visto que as relações com os diferentes países do continente são, desde os mandatos de Lula, muito mais intensas.

Assim, o Brasil continua expandindo a sua presença na África em termos diplomáticos e econômicos. O professor buscou explicar o ímpeto de descolonização na África que aconteceu durante o Século XX em seu livro Enfim a liberdade: a descolonização da África, da Editora Estudos Amazônicos. Na obra, Karl Arenz fala sobre as lutas que marcaram e os sonhos que animaram os africanos naquela época, visando aprofundar o porquê dessa 'onda de liberdade', dando ênfase tanto aos contextos mais amplos, como a Guerra Fria e o enfraquecimento das antigas potências coloniais, sobretudo a Inglaterra, França e Portugal, quanto às reivindicações e lutas das populações africanas para conseguirem finalmente a sua independência.

Para tanto, o autor aprofundou o caso de quatro países-chave do continente – Gana, Nigéria, Argélia e Angola –, mostrando assim que não houve um único modo de descolonização. 'A independência conquistada pelos africanos foi algo muito importante, mas também muito complexo. Na verdade, nenhum país da África podia se constituir de maneira democrática a partir da vontade expressa de seus habitantes. Quem fez as fronteiras e quem, muitas vezes, inventou o nome de um país, foram os colonizadores europeus e não os africanos. Por isso, em quase todos os países da África temos um grande número de povos, línguas, religiões e culturas diferentes que, muitas vezes, não se dão muito bem. No início, muitos líderes africanos não sonharam somente com a independência de seu país, mas com a liberdade e a libertação de toda a África. Este sonho parece muito distante, mas, mesmo assim, estamos vendo que a África conseguiu, de certa forma, conformar-se com suas fronteiras artificiais e inspirar, sobretudo nos jovens, um sentimento de pertença à respectiva nação', explica o historiador.

A obra integra uma coleção de livros paradidáticos lançada pela Editora Estudos Amazônicos, que visa oferecer aos estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental um material que aborde a história da Amazônia e do Brasil. Além disso, pretende ajudar alunos e professores a conhecerem melhor os processos que contribuíram na formação da África contemporânea, que conta, atualmente, com um total de 54 nações independentes. De acordo com Karl Arenz, o livro também oferece um conteúdo que atende a Lei 10.639 de 2003, que tornou obrigatório o ensino da Cultura e História Afro-brasileiras e introduziu o dia 20 de novembro como Dia da Consciência Negra no calendário escolar.

Serviço: Enfim a liberdade: a descolonização da África, do Prof. Dr. Karl Heinz Arenz, está à venda na Editora Estudos Amazônicos, localizada na Av. Senador Lemos, 135 – Umarizal. Informações: (91) 3212-7308 / 3349-7308.

FONTE:PORTAL ORM

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Imperialismo à brasileira


O maior teórico do imperialismo, indubitavelmente, foi Lenin. Com a cabeça de pensador engajado, e após revisão criteriosa de inúmeros trabalhos sobre o assunto, lançou as bases deste conceito, até hoje, tão caro às ciências sociais, quando descobriu que a livre concorrência, uma marca indelével do modo de produção capitalista, dera lugar aos monopólios, em virtude do aumento extraordinário da produção de mercadorias e da grande concentração de capital. Concluiu ainda que, ao entrar nessa nova fase monopolista, o capitalismo passou a priorizar a exportação de capitais, no lugar da exportação de mercadorias, ao mesmo tempo em que o mercado externo ganhou importância, como esfera de assimilação dos excedentes de capitais dos países industrialmente desenvolvidos. Desse modo, nascia o imperialismo, a fase monopolista e financeira do capitalismo.
            A teoria leninista do imperialismo, que data do início do século 20 e analisa o pleno desenvolvimento do sistema capitalista das últimas décadas do século 19, se fundamenta no fato de que os capitalistas dos Estados mais desenvolvidos economicamente são compelidos — pela  redução dos lucros auferidos no mercado interno, fruto de uma concorrência encarniçada — a buscar o mercado externo, de tipo monopólico, onde poucos controlam milhares de trabalhadores.
            É evidente que a consolidação dos monopólios traz consigo o domínio do Estado pelo poder econômico, o que influencia, sobremodo, a política nacional. O mundo passa a ser dividido por áreas de influência dos diferentes monopólios. Com a partilha, recrudesce o conflito de interesses entre os diferentes grupos econômicos, e a guerra de rapina se torna inevitável, permitindo que os Estados imperiais usem da violência contra os Estados subjugados. É a partir de 1870, após a unificação alemã e italiana, que se intensificam os comportamentos imperialistas que permitiram o redesenho do continente africano pelos colonizadores europeus. Mais adiante, terminadas as duas grandes guerras mundiais, e com o arrefecimento do imperialismo europeu, principalmente o inglês, o francês e o alemão, assume papel de destaque o imperialismo dos Estados Unidos na forma de uma política neocolonialista.
            Ora, nada mais atual do que o afirmado pelo gênio de Lenin, principalmente se levarmos em conta que, neste início do século 21, o imperialismo mantém as suas características iniciais, embora adote uma política mais agressiva na conquista de novos mercados. A nova ordem capitalista mundial, que aparece como a organização internacional dos mercados sob a direção de uma verdadeira burguesia internacional, é o império que amedronta, subjuga e, dependendo das circunstâncias e resguardados certos limites, também permite que um país emergente do capitalismo periférico, como o Brasil, expanda o seu capitalismo para toda a América do Sul.
            Coincidência ou não, os desejos expansionistas e imperialistas do Brasil, ainda que passem despercebidos para muitos, tem sua origem na Guerra do Paraguai, em abril de 1866, uma das ocupações mais sangrentas na história das Américas e o episódio mais vergonhoso da nossa história. Nessa oportunidade, o Brasil liderou a coalizão que invadiu o país vizinho, destroçou a sua economia, pujante à época, e deixou como saldo a morte de 70% da população, em nome da liberdade e da civilização. Nos dias de hoje, paraguaios ainda referem que o seu país sofreu a maior agressão imperialista na América do Sul.
            Conhecido por uma postura de submissão aos interesses dos países do capitalismo central, o Brasil, ainda assim, conseguiu um lugar ao sol, quando deixou de ser colônia de Portugal e, quase dois séculos após, recebeu o apelido de potência emergente. No entanto, o efeito desta condição produziu críticas ácidas ao nosso modo de convivência com os vizinhos, quase sempre, incomodados com nossa prepotência no trato das questões diplomáticas, haja vista a resistência dos governos equatoriano e boliviano às nossas pretensões hegemônicas, quando propuseram a privatização de algumas empresas brasileiras, durante o primeiro governo Lula. A tentativa de impor a nossa vontade, desconsiderando os interesses da Bolívia e do Equador, era um indício claro de que, ao alvorecer do terceiro milênio, o Brasil despiu as vestes de bom samaritano, coisa que nunca foi, e exibiu as presas afiadas de uma burguesia nacional famélica por lucro fácil. Ainda no primeiro mandato de Lula, este anuncia, aos quatro cantos, que o Brasil era o país líder na América do Sul, e se candidataria a um assento no Conselho de Segurança da ONU. Ao assumir a candidatura, o Brasil se vê na obrigação de atuar como parceiro menor do imperialismo global e aceita a missão vergonhosa de comandar as tropas da ONU enviadas ao Haiti, após a deposição de um presidente legitimamente eleito, com auxílio dos EUA, o que significa apoiar uma interferência americana nas questões internas do pequeno país caribenho. De resto, não paira dúvida que estamos diante de uma ação estatal, para estabelecer domínio sobre um território que não é nosso, na busca de vantagens: é o Brasil materializando a sua política imperialista.
            Com o governo Dilma não é diferente: as empresas brasileiras continuam a investir no exterior, notadamente na América Latina. Esse investimento é alto e se dá, através do financiamento, construção e exploração de megaprojetos em espaços de grandes recursos naturais, muito sensíveis ao desequilíbrio ecológico, e de grande importância geopolítica. Tudo isso, em nome da integração sul-americana. Mas, apesar das vantagens auferidas na maioria dos países, as empresas brasileiras se comportam como as multinacionais americanas, isto é, levando às últimas consequências a exploração dos trabalhadores. A ação dessas empresas e a intenção de o atual governo brasileiro liderar um bloco econômico regional estão levando os nossos vizinhos a reclamar dos pupilos do império gringo, do imperialismo à brasileira.
FONTE: JORNAL DO BRASIL / Thelman Madeira de Souza

sexta-feira, 20 de maio de 2011

DA SERVIDÃO MODERNA

O objetivo principal deste filme é demonstrar a condição do escravo moderno dentro do sistema totalitário mercante e de evidenciar as formas de mistificação que ocultam esta condição subserviente. Ele foi feito com o único objetivo de atacar de frente a organização dominante do mundo.