Ao final de uma noite em que
morreram de 150 a 200 guerrilheiros numa ação do comitê nacional de libertação,
Benito Mussolini, 61 anos, foi preso ao ser identificado numa barreira dos
guerrilheiros antifacistas, numa tentaiva de fuga para Suíça com a amante e
sumariamente executado por guerrilheiros italianos no norte do país. A essa
altura, a Itália se achava quase completamente ocupada pelos aliados, e poucos
dias depois terminaria a Segunda Guerra Mundial.
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A população tomada de fúria
indescritível, pisoteou repetidamente a face do ex-Duce, até que se tornou impossível
reconhecer à primeira vista as feições características do antigo ditador, que
governou o pais durante duas décadas. Todos os dentes foram arrancados em
conseqüência de pontapés. A saia de Clara Petacci foi arrancada e a multidão
cuspiu sobre ambos os cadáveres. Junto aos corpos haviam sido colocados os de
outros quatro fascistas.
Os cadáveres foram removidos por um
caminhão para o necrotério público, onde foram colocados em local onde pudessem
ser vistos por toda a gente. Já então, a cabeça de Mussolini se havia
convertido numa massa amorfa, irreconhecível. Em contraste com o horrível
aspectos do seu amante, Clara Petacci permanecia formosa mesmo na morte. Embora
com a dentadura desfalcada e ensangüentada, e o cabelo a revolta, continuava
bonita. Seu corpo, que a multidão desnudara parcialmente, foi coberto com uma
calça velha de homem.
Ricardo Lombardi, novo prefeito da
Província de Milão, disse que o fuzilamento de Mussolini foi perfeitamente
legal, posto que o Comitê Nacional de Libertação havia proclamado que todos os
fascistas armados se encontravam fora da lei.
Dulce foi vingado à Italiana
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